O Brasil continua com lema de ser país dos impostos. Essa crença existe inclusive no mercado automobilístico. De acordo os representantes que participaram da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), do Senado Federal, em terras nacionais os impostos abocanham trinta por cento dos valores finais na compra do automóvel. Quem afirmou o fato no encontro foi João Vicente, secretário-geral da Confederação Nacional dos Metalúrgicos.

Se colocar as contas no papel sobre o preço para comprar automotivo no Brasil, em termos de carga tributária, o valor representa o dobro, ao comparar com negócios que acontecem nos países europeus, tais como Espanha, Reino Unido, Alemanha e França.

Esses são locais nos quais impostos abocanham dezessete por cento do valor final pago no carro. Ao comparar com os japoneses, as taxas correspondem em nove por cento da quantia que vale o veículo, ao ponto que nos Estados Unidos é igual a seis por cento.

Vicente ainda aponta que, no Brasil, trinta por cento dos carros são tributos, o segundo maior valor no geral. O gasto principal está na compra dos componentes materiais (cinquenta por cento no valor do carro). Na terceira opção se encontram as peças de reposição (doze por cento).

Luiz Moan, presidente do ANFAVEA (Associação dos Fabricantes de Veículos Automotores), indica que os números de Vicente podem ser subestimados, em principal ao contar os impostos diretos que na soma ultrapassam valor além do que cinquenta por cento no custo geral para comprar carro.

Margem de lucro das montadoras, preços dos salários de trabalhadores e da matéria-prima se equivalem à outra metade do custo. Nesse sentido, quem trabalhou no automotivo recebe menos do que o poder público abocanha com os impostos.

Grande parte dos representantes não políticos que participou do encontro no Senado culpou os impostos exacerbados como a causa principal do preço alto dos carros no Brasil.

Por Renato Duarte Plantier

Foto: divulgação





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