A quantidade de veículos financiados no Brasil em outubro somou 579.100, sendo que 281.416 foram veículos novos e 297.684 veículos usados. O volume apresenta uma alta de 2,6% em relação ao mês de setembro e uma queda de 3,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. No período de janeiro a outubro foram financiados 5.229 milhões de unidades, número 6.3% abaixo em relação ao mesmo período de 2013.

Esses números foram obtidos pela Cetip (Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos), que opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG), base integrada de informações que contém o cadastro de restrições financeiras de veículos dados como garantia em operações de crédito em todo país. O SNG age contra fraudes em processos de financiamento de veículos.

Os dados de outubro indicam que a alta foi puxada pelos financiamentos de veículos usados, que apresentaram um aumento de 2,9% em relação a setembro, e de 4,8% em relação a outubro de 2013. Os veículos novos somaram 281.416 unidades, o que representou um aumento de 2,2% em relação a setembro e uma queda de 10,5% em relação a outubro de 2013. A queda verificada na venda de veículos novos já reflete o fim dos incentivos fiscais do governo federal, que impulsionaram as vendas em anos anteriores.

A modalidade de financiamento consórcio registrou crescimento em relação a setembro e apresentou a maior alta na comparação com o ano passado. Em outubro foram comercializados 78.000 veículos por meio do consórcio, o que representa uma alta de 3% em relação ao mesmo mês do ano passado, e 4% em relação a setembro desse ano.

Mas a principal modalidade de financiamento de veículos continua sendo o Crédito Direto ao Consumidor (CDC), que apresentou alta de 2,1% em relação a setembro e uma queda de 4% em relação a outubro de 2013 e resultou em 481 mil veículos.

Os dados do Cetip apontam também que no mês de outubro, os financiamentos de veículos de quatro a oito anos apresentaram um aumento de 11,9% em relação ao mesmo mês do ano passado, e resultaram em 132 mil veículos financiados, e foi a única categoria a crescer na comparação com 2013. Os veículos novos, em compensação, tiveram uma queda de 11,3% frente a outubro de  2013 e resultaram em 181 mil veículos.

Por Russel Hernandes

Financiamento de carros usados

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A Europa é uma das regiões do mundo que possui grande demanda para a compra de carros novos. Este ano, análises revelam que as vendas de veículos 0km tiveram considerável crescimento.

Os países detentores dos maiores números de vendas de automóveis da Europa, como a Alemanha, França e Reino Unido, que são considerados os principais mercados da região, durante o mês de setembro registraram uma grande demanda por veículos novos.

A Associação Europeia de Montadoras (ACEA) calculou um aumento de 6,1% das vendas de carros durante o último mês.

Ano passado, 1.196 milhão carros foram emplacados em toda a União Europeia e Associação Europeia de Livre Comércio, contra 1.269 milhão emplacamentos deste ano. Estes dados refletem o crescimento do mercado de carros na Europa, que, após passar por uma crise no ano passado, vem se recuperando nos últimos meses, apesar da pouca confiança por parte de países como a Rússia.

A Alemanha é o berço das famosas montadoras de veículos Volkswagen, Daimler e BMW, e foi neste país que as vendas cresceram 5,2%, com um registro de 260.062 veículos vendidos. Já o Reino Unido teve aumento de 5,6% de suas vendas, seguido de 6,3% da França.

Os países que contaram com medidas mais rígidas durante a baixa do volume de vendas calculadas anteriormente, tiveram um crescimento de quase 30%, sendo alguns destes a Espanha, Grécia e Portugal.

Percebe-se nestes países um aumento da demanda por marcas de grande volume. A Volkswagen, por exemplo, teve suas vendas acrescidas de 7,5% do valor total anterior; a Ford apresentou aumento de 6,5%; e a divisão Opel da General Motors vendeu 6,2%  a mais do que antes.

De acordo a ACEA, o mês de setembro do ano passado contou com o cálculo de 9,367 milhões de vendas. Este ano, o mesmo período registrou um aumento de 5,8% nas vendas de carro em toda a Europa, subindo a média de 9,367 milhão, para 9,91 milhão de veículos.

Por Bruna Pereira

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A Fenabrave divulgou os números das vendas da categoria SUVs grandes (Classe III) no Brasil. Seguindo a queda do setor automobilístico, a Classe III foi responsável por emplacar 2.525 veículos, caindo 13,82% em relação ao ano passado e recuando 19,94% na comparação com o mês de maio, onde foi registrado a venda de 3.154 unidades.

Mantendo a primeira colocação com uma boa diferença e representando 39,17% do mercado, a Toyota Hilux SW4 emplacou 989 unidades no mês de junho, mais do que a soma do segundo e terceiro colocado. Com baixa de 20,11% em relação a maio e uma queda de 12,86% na variação 2013/2014, o SUV da Toyota ficou 497 unidades a frente do segundo colocado.

Em segundo lugar e apresentando uma alta de 103,31% em relação ao ano passado, o Mitsubishi Outlander emplacou 492 unidades, mantendo a segunda colocação do segmento, com 148 unidades à frente do Hyundai Santa Fé, terceiro colocado. O SUV da Hyundai comercializou 344 e foi o único modelo que apresentou alta na variação maio/junho (+4,24%) e na variação 2013/2014 (+6,83%).

Fechando o top cinco do segmento, o Kia Sorento garantiu o quarto lugar com 180 unidades vendidas, com apenas 5 veículos de diferença do Chevrolet Trail Blazer, que emplacou 175 modelos. Ambos com quedas em relação ao ano passado, enquanto o Sorento teve queda de 53,85%, o Trail Blazer registrou baixa de 48,68%.

Em sexto lugar, o Dodge Journey registrou alta de 243.5% quando comparado ao ano passado, sendo a maior alta do segmento. Com 158 unidades emplacadas em junho, o Journey ganhou a sexta posição do Jeep Cherokee (7º), que sofreu uma queda de 38,36% em relação ao mês de maio e teve 143 veículos emplacados.

Fechando os dez veículos mais vendidos no mês de junho estão o Dodge Durango (8º) com 33 unidades comercializadas, Ssangyoung Kyron (9º) com 7 veículos vendidos e Kia Mohave (10º) com 3 unidades emplacadas.

Por Caio Polo

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Ter carro ainda é luxo para muitos brasileiros, para outros é uma necessidade, mas porque eles ainda são tão caros? Mais do que uma carga tributária elevada, os carros, principalmente os importados possuem uma taxação de impostos superior a outros países e ainda não possuem incentivos para modelos que poluem menos.

Os valores chegam a ser 50% superiores aos mesmos modelos vendidos em países desenvolvidos, onde os salários são maiores e a compra de um veículo não pesa tanto no bolso. Um exemplo é Range Rover Evoque que é vendido a 39 mil Euros em países como a Alemanha e no Brasil não custa menos de 200 mil Reais.

O modelo também é taxado com o IPI, um imposto sobre produtos importados que ainda é mais violento quando se trata de veículos produzidos em outros países.

Muitas pessoas se endividam com modelos populares, que foram adquiridos em parcelas a perder de vista e juros abusivos por parte dos bancos. Em alguns casos, os automóveis tem um acréscimo no seu valor de mais da metade do valor que seria pago à vista.

Os juros, quando abusivos podem ser reajustados quando os proprietários recorrem em juízo, ou seja, entram na justiça contra a concessionária e os bancos, contudo, são ameaçados de perder seus veículos e o que já pagaram por ele. Por essa razão é necessário buscar um advogado experiente na causa, que irá impedir que o bem seja retirado do proprietário.  

Algumas pessoas costumam dizer que ter o carro é como ter um filho, tendo em vista os valores pagos pela manutenção e combustível. É caro comprar um veículo e também mantê-lo, sobretudo nas grandes cidades, onde a segurança pede que os donos contratem um serviço de seguro de autos, com valores exorbitantes. O que se opõe com a política do presidente Juscelino Kubistchek, que viabilizou a instalação das montadoras de veículos e construiu uma gama de estradas. 

Por Robson Quirino de Moraes

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O Brasil continua com lema de ser país dos impostos. Essa crença existe inclusive no mercado automobilístico. De acordo os representantes que participaram da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), do Senado Federal, em terras nacionais os impostos abocanham trinta por cento dos valores finais na compra do automóvel. Quem afirmou o fato no encontro foi João Vicente, secretário-geral da Confederação Nacional dos Metalúrgicos.

Se colocar as contas no papel sobre o preço para comprar automotivo no Brasil, em termos de carga tributária, o valor representa o dobro, ao comparar com negócios que acontecem nos países europeus, tais como Espanha, Reino Unido, Alemanha e França.

Esses são locais nos quais impostos abocanham dezessete por cento do valor final pago no carro. Ao comparar com os japoneses, as taxas correspondem em nove por cento da quantia que vale o veículo, ao ponto que nos Estados Unidos é igual a seis por cento.

Vicente ainda aponta que, no Brasil, trinta por cento dos carros são tributos, o segundo maior valor no geral. O gasto principal está na compra dos componentes materiais (cinquenta por cento no valor do carro). Na terceira opção se encontram as peças de reposição (doze por cento).

Luiz Moan, presidente do ANFAVEA (Associação dos Fabricantes de Veículos Automotores), indica que os números de Vicente podem ser subestimados, em principal ao contar os impostos diretos que na soma ultrapassam valor além do que cinquenta por cento no custo geral para comprar carro.

Margem de lucro das montadoras, preços dos salários de trabalhadores e da matéria-prima se equivalem à outra metade do custo. Nesse sentido, quem trabalhou no automotivo recebe menos do que o poder público abocanha com os impostos.

Grande parte dos representantes não políticos que participou do encontro no Senado culpou os impostos exacerbados como a causa principal do preço alto dos carros no Brasil.

Por Renato Duarte Plantier

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Foi divulgada pela World Car of The Year – 2014 (WCAS) uma das listas mais aguardadas por admiradores de automóveis: trata-se da lista de finalistas do prêmio “Carro do Ano – 2014”. Todas as categorias foram agora conhecidas, mas os vencedores somente serão efetivamente conhecidos no próximo Salão de Nova Iorque, que está previsto para acontecer nos idos de março de 2014. Nesse dia, serão divulgados os vencedores de 2014 nas categorias: Carro do Ano 2014, Carro de Performance do Ano, Carro de Luxo do Ano e Carro “Verde” do Ano.  

Uma das categorias desta edição – Carro de Luxo Mundial – é a novidade da vez. Nela, serão reconhecidos os modelos premium que possuem os maiores preços do mercado, cujas vendas acontecem em volume estritamente limitados em todo o mundo.

Para decidir sobre os premiados, haverá um júri formado por 69 membros, todos jornalistas especializados em automobilismo das mais diversas regiões do mundo. Esse grupo seleto indicou 12 carros para o prêmio principal, um diferencial em relação a edições passadas do evento, que solicitavam uma lista com dez nomes.

A mudança é positiva, pois estão tentando evitar que aconteçam empates entre os que disputam o prêmio. Para o prêmio da categoria Carro Verde Mundial, foram escolhidos cinco especialistas na chamada “tecnologia verde".

Veja abaixo os finalistas do ano, separados por categoria e em ordem alfabética:

Carro do Ano 2014: Audi A3, BMW Série 4, BMW i3, Cadillac CTS, Citroën C4 Picasso, Ford Fusion (Mondeo), Infiniti Q50, Jeep Cherokee, Lexus IS, Mazda 3, Peugeot 308, Skoda Octavia,

Carro de Performance do Ano: Alfa Romeo 4C, Audi RS6 Avant, BMW M6 Gran Coupe, Chevrolet Corvette Stingray, Ferrari 458 Speciale, Ford Fiesta ST, Lamborghini Aventador LP700-4 Roadster, Mercedes-Benz A/CLA 45 AMG, Porsche 911 GT3, Porsche 911 Turbo e Volkswagen Golf GTI

Carro de Luxo do Ano: Bentley Flying Spur, BMW X5, Cadillac ELR, Cadillac Escalade, Maserati Ghibli, Maserati Quattroporte, Mercedes-Benz Classe S, Porsche Macan, Range Rover Sport e Rolls-Royce Wraith

Carro “Verde” do Ano: Audi A3 Sportback e-tron (+ Audi e-gas), BMW i3, Honda Accord Hybrid, Mitsubishi Outlander PHEV e Volkswagen XL1.

Por Michelle de Oliveira

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