PSA Peugeot Citroën reduz produção e afasta 650 funcionários

  

Por causa da crise que anda passando a Argentina, o grupo PSA Peugeot Citroen reduziu a produção de automóveis em 28% na cidade de Porto Real, no Rio de Janeiro, e por causa dessa situação a empresa teve que afastar cerca de 650 empregados de um dos três turnos que operam na fábrica. Além das quedas de saídas de veículos para o país vizinho, ainda existem os problemas cambiais e a diminuição das vendas internas.

A companhia, desde a última segunda-feira (17), já trabalha com dois turnos, ao invés de três, e reduziu sua produção para 450 automóveis por dia, antes eram 630, ou seja, 180 carros a menos. Esse “corte de custos”, conhecido no mercado como lay-off terá duração de dois a cinco meses. De acordo com a empresa, caso o mercado não reaja até lá, um novo grupo de trabalhadores será dispensado após a volta da atual turma afastada.

Para tentar tranquilizar a parte funcional da Peugeot, o porta-voz da organização francesa afirmou que a direção vai fazer de tudo para segurar o pessoal e que não há planos de demissão no momento. Esses funcionários que foram afastados – num total de 3 mil trabalhadores e que atuam na área produtiva da empresa – passarão por cursos de qualificação.


Quase a metade da produção da PSA Peugeot Citroen, mais precisamente 40% do que fabrica praticamente vai para a vizinha Argentina. A crise que se instalou por lá e que já fez o governo argentino a tomar a decisão de reduzir as importações de carros em 27% para esse ano, a montadora calcula que, por causa dessa dependência de quase total da produção é exportação para a Argentina, serão geradas perdas de 20% a 30% nas vendas externas da companhia.

E o que mais aflige a Peugeot é não saber até quando pode durar a situação crítica do principal país importador da marca. 

Por Carolina Miranda

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